MÉDICO ABORTISTA RELATA SUA RADICAL
CONVERSÃO PRÓ-VIDA
Eis o testemunho de um médico que realizou vários abortos na sua carreira e, somente diante da morte de sua filha de 23 anos, caiu em si e admitiu o crime que cometia. Sui filha morreu de infecção generalizada após ter tentado fazer um aborto.
"Eu sou o único filho homem de uma família humilde do interior
de Minas. Com sacrifício e união de todos, fui o único
que teve a chance de estudar, pois minha irmãs não passaram do
ensino médio. Mamãe, uma simples costureira, gastou os seus olhos
nas costuras que fazia até de madrugada para ajudar o meu pai. Papai
era um guarda noturno. Por isso vocês podem até imaginar o sacrifício
que fizeram para ter um filho médico!
Quando me formei, jurei a mim mesmo que jamais a necessidade bateria em nossa
porta novamente. Escolhi a ginecologia e obstetrícia, depois de anos
de estudos. Das maiores dificuldades enfrentadas como médico recém-formado,
me deparei com a realidade da minha profissão. Ia longe o tempo que os
médicos ficavam ricos, e eu queria mais, queria enriquecer, ter dinheiro,
e foi assim que violei o juramento que fiz ao me formar: de dar a vida para
salvar a vida. Inúmeras crianças eu ajudei a vir ao mundo, mas
também muitas delas eu não permiti que nascessem, envolto na respeitabilidade
de médico.
Enriqueci escondido sob a faixa da vitalidade. Montei meu consultório
eu em pouco tempo se tornou o mais procurado da região. Sabe o que eu
fazia? Aborto. E como todos que cometem este crime, eu dizia a mim mesmo que
todas as mulheres teriam o direito da escolha, e que era melhor serem ajudadas
por médico, com o qual não corriam risco de vida, do que procurarem
as clínicas clandestinas, onde o índice de morte e complicações
são alarmantes.
E foi assim, cego e desumano, meu ofício na medicina. Eu constituí
família abastardo, muito rico, e nada faltou aos meus entes queridos.
Meus pais morreram com a ilusão que seu filho era um doutor bem sucedido,
um vencedor. Criei minhas duas filhas com o dinheiro manchado de sangue de inocentes;
fui um dos mais desprezíveis humanos. Minhas mãos, que deveriam
ser abençoadas para a vida, trabalharam pela morte.
Eu só parei quando Deus, em sua sabedoria infinita, rasgou a minha consciência
e fez sangrar o meu coração; sangrar com o mesmo sangue de todos
os inocentes que não deixei nascer. Letícia, a minha filha mais
nova, no auge da vida deixou de respirar. No seu atestado de óbito, a
causa da morte: infecção generalizada. Letícia, aos 23
anos de idade, engravidou e buscou o mesmo caminho de tantas outras que me procuraram:
o aborto. Só soube disso quando nada mais poderia ser feito.
Ao lado do leito de morte da minha filha eu vi as lágrimas de todos os
anjinhos que eu matei! Enquanto ela esperava a morte, eu agonizava junto; foram
seis dias de sofrimento para que, no sétimo dia, ela descansasse e partisse
ao encontro de seu filhinho, filhinho este que o médico assassino como
eu impediu de nascer.
Foi tempo suficiente para refletir, reflexão que veio apenas no início
da manhã que Letícia morreu. Exausto pelas noites em claro, adormeci
ao lado de minha filha e sonhei que eu andava por um lugar absolutamente escuro
e o ar era quente e úmido; eu queria respirar e não podia, queria
fugir, mas, desesperado, fui jogado por um lugar onde o barulho me deixava mais
louco. Eram choros, choros doidos de crianças. No meu pensamento, como
se um raio me cortasse ao meio, veio um entendimento: os choros eram de dor,
eram lamentos dos anjinhos de que eu tirei a vida. Era a triste conseqüência
dos meus atos impensados.
Os choros aumentava: Assassino! Assassino! Alucinado para sair daquele lugar,
eu passei a mão no rosto para secar o meu suor e as minhas mãos
se mancharam de sangue! Aterrorizado ao fazer aquela constatação,
gritei com a força que me restava nos pulmões; o meu grito era
um pedido de perdão: Deus me perdoe! Somente assim eu consegui voltar
a respirar normalmente e, no sobressalto, eu acordei. Acordei em tempo de acolher
o último suspiro de vida de minha filha Letícia que morreu na
manhã do dia 3 de março de 1989. Sua vida ceifada pela inconseqüência
de um médico, por infecção provocada por um aborto.
Eu sei que, através daquele sonho, Deus me levou para um lugar onde os
anjinhos ficam quando são barbaramente impedidos de nascer. Eu entendi
que, a partir do momento da fecundação do óvulo, existe
vida, donde se conclui que eu sou um assassino. Só não sei se
um dia Deus vai me perdoar.
Mas para amenizar a minha culpa, a minha dor, eu fechei meu consultório,
vendi todos os bens que conseguira na vida com a prática do aborto e,
com o dinheiro, montei uma casa de amparo às mães solteiras. E
me dedico hoje, gratuitamente, a fazer uma medicina de verdade. Hoje sou médico
de carentes, de desamparados, desvalidos. As crianças que vêm ao
mundo hoje, através das minhas mãos, são filhos que adotei
e sei que tenho uma única missão: trazer vida ao mundo e dar condição
para que as crianças tenham um lar feliz onde o pai é Jesus.
Rezem por mim, rezem por mim, rezem para que Deus tenha piedade de mim e me
perdoe, porque eu tenho certeza que não fugirei do juízo final"
(Transcrito de NITEROI CATÕLICO, março de 2001, pág. 10)