Clonagem humana: manipulando
a vida
Julio Severo
As pesquisas com células-troncos
são consideradas atualmente o avanço mais importante na história da medicina.
O motivo é que essas células são versáteis e possuem o potencial de serem transformadas
em células de substituição para o cérebro, coração, músculos, rins, fígado e
outras partes do corpo.
Há duas origens de células-troncos:
de pessoas adultas e embriões. Embora pesquisas nessa área possam trazer vários
benefícios médicos importantes, há muitas dúvidas com relação ao uso dessas
células.
O maior interesse dos cientistas
é nas células de embriões. Mas qual a mãe que ofereceria o próprio embrião (filho)
para ser utilizado em experiências de laboratório? As pessoas se sentem incomodadas
com a questão, mas os cientistas afirmam que não há outro meio de se alcançar
cura para determinadas doenças. Assim, para “evitar” maiores controvérsias,
eles querem criar embriões através da clonagem para “salvar” outras vidas. Além
disso, eles alegam que um embrião humano criado em laboratório é diferente de
um embrião se desenvolvendo na barriga de uma mãe.
Na verdade, os clones na
fase inicial de desenvolvimento não são diferentes em espécie ou natureza dos
embriões normais na mesma fase de crescimento. Cada um é uma pessoa, uma vida
humana, com sexo e com uma constituição genética específica.
Eis a verdade biologicamente
precisa do que aconteceria se eu me submetesse a um “tratamento” com células-troncos
extraídas de embriões criados através da clonagem:
Meu DNA seria extraído de uma de minhas células somáticas. O núcleo de um óvulo
de uma mulher seria removido. Meu DNA, que contém 46 cromossomos, seria introduzido
na parte do óvulo que antes continha o núcleo. O óvulo geneticamente modificado
seria então estimulado a iniciar o desenvolvimento como embrião. O embrião criado
seria em essência meu irmão gêmeo idêntico. Os pais biológicos dele seriam meus
pais. Quando meu irmão fizesse 14 dias de vida, ele seria destruído a fim de
que fossem extraídos dele as células-troncos. Essas células-troncos então seriam
levadas a se diferenciar no tipo de órgão que eu preciso para meu tratamento
médico. Uma linha dessas células já diferenciadas seria mantida e cultivada
até que houvesse órgãos suficientes para introduzir em meu corpo. Assim, os
órgãos do meu irmão gêmeo seriam introduzidos em mim, para tratar da minha doença.
[1]
Portanto, o ato da clonagem não ocorre quando o bebê nasce.
O clone é criado quando o núcleo de um óvulo humano é removido e implantado
com material genético tirado da pessoa que está sendo clonada. O óvulo é então
estimulado e reage como se tivesse sido fertilizado. Quando esse processo começa,
já existe um clone humano. Depois disso, é só uma questão do que se fará com
a vida humana que se criou: pesquisas que a destruirão (clonagem terapêutica)
ou implantação num útero (clonagem reprodutiva).
[2]
A FALSA DISTINÇÃO ENTRE “CLONAGEM
REPRODUTIVA” E “CLONAGEM TERAPÊUTICA”
A fim de que a clonagem humana
não seja proibida, os “especialistas” declaram que há uma diferença entre “clonagem
reprodutiva” (que eles dizem estar dispostos a proibir) e a chamada “clonagem
terapêutica” (que eles insistem em que não deve ser proibida). De acordo com
esse argumento, a clonagem reprodutiva consiste em implantar um embrião clonado
no útero de uma mulher voluntária com o objetivo de gerar uma criança e trazê-la
ao mundo. Os defensores da clonagem dizem que não querem isso. O que eles querem
é que as leis permitam que se possa fazer experiências “médicas” com os embriões
clonados.
Mas essa distinção é falsa.
Um clone usado em pesquisas não é diferente em espécie ou natureza de um clone
destinado para implantação num útero. Em outras palavras, já é um ser humano.
A pergunta que fica no ar então é: Qual será o destino da vida humana criada
através da clonagem? O ato de apenas proibir clones para uso reprodutivo deixaria
as empresas de biotecnologia livres para produzir todos os clones humanos que
quiserem, sem limite algum — contanto que depois os destruam, em vez de deixá-los
nascer.
A distinção entre clonagem
“reprodutiva” e “terapêutica” é inteiramente sem sentido e só serve para confundir
as pessoas. A clonagem “cria” um embrião, um ser humano novo. Isso é um fato
cientifico e biológico. A distinção tem a finalidade de desviar a atenção das
pessoas da crueldade envolvida. Num conhecido noticiário do Brasil, o jornalista
falou sobre clonagem, mas no final teve todo o cuidado de frisar: “Mas é clonagem
para ajudar na cura de doentes e deficientes”. É como se ele percebesse que
o público se revoltaria com o que os pesquisadores estão fazendo com os embriões
clonados e procurasse desculpá-los apaziguando a consciência de todos com uma
atitude tipo “mas é para o bem de todos, então não há motivo para ninguém se
preocupar”.
Até mesmo o ator americano Christopher Reeve, conhecido mundialmente
pela série cinematográfica “Super-Homem” e que ficou tetraplégico ao sofrer
um acidente, se manifestou em apoio às experiências com embriões clonados. [3] O Sr. Reeve acha que o ser humano pode fazer na
vida real um papel maior do que Super-Homem: decidir o que só Deus deveria decidir.
Em seu desespero por cura física, ele cometeu dois erros. Sendo evangélico,
alguns anos atrás ele veio ao Brasil para visitar um terreiro de candomblé no
Rio, na esperança de alcançar uma cura por meio sobrenatural. Como não recebeu
nada dos orixás, agora ele recorre a outro meio: apoiar experiências com embriões
vivos. Se essas fossem realmente a única opção para os doentes, então, para
quem é consciencioso e honesto, a única escolha seria não recorrer aos orixás
nem se envolver em experiências que conduzem à eliminação de uma vida humana
inocente. No entanto, há opções. Podemos aceitar os tratamentos médicos
legítimos, que não desrespeitem o valor da vida dos outros. Podemos também nos
abrir para o mundo sobrenatural, mas não como fez o Sr. Reeve. Jesus é sobrenatural
e ele tem o poder de curar. Sempre podemos recorrer a ele.
O Sr. Reeve se iludiu com
a idéia da clonagem “terapêutica”. Não há nenhum tratamento médico que exija
a clonagem de seres humanos. Mas, de acordo com os noticiários, há a necessidade
de liberdade para se criar embriões clonados em laboratórios, a fim de que os
pesquisadores possam utilizá-los como fontes de células-troncos. A vida humana
assim seria tratada como um produto, de onde seriam removidas partes para vários
tipos de utilização. No processo, uma vida humana inocente, que foi brutalmente
submetida por cientistas a uma criação não natural, seria impedida de continuar
viva.
É desnecessário matar embriões humanos a fim de se extrair
células-troncos. Os cientistas sabem disso. Essas mesmas células podem
ser tiradas de cordões umbilicais doados, sem mencionar o fato de que se pode
utilizar as células-troncos de pessoas adultas, sem nenhum sacrifício de vidas.
Mas os cientistas insistem em que eles desejam os embriões… Quais serão suas
reais intenções? [4]
A AMEAÇA DE QUE NÃO HAVERÁ
AVANÇO MÉDICO SEM A CLONAGEM
Os defensores da clonagem alegam que tudo o que a medicina
precisa para alcançar um futuro miraculoso são as células-troncos tiradas de
clones humanos. A clonagem de embriões humanos provavelmente já está ocorrendo
em alguns laboratórios secretos do mundo, dizem os cientistas. No fim, eles
confessam, é inevitável que alguém em algum lugar irá em frente para fazer experiências
com clones humanos. [5]
Richard Lynn, professor emérito de psicologia da Universidade
de Ulster, Alemanha, afirma que a sociedade de hoje, em sua aceitação da tecnologia
reprodutiva, precisa examinar se deve continuar condenando os nazistas do passado,
que faziam experiências nessa área. As experiências eugênicas dos nazistas foram
condenadas porque envolviam seres humanos vivos, que eram eliminados. Do mesmo
jeito, as pesquisas com embriões humanos envolvem a eliminação de seres humanos
vivos. [6]
Um fato interessante é que
o homem que a revista Time considera como o grande responsável pelo crescente
entusiasmo dos americanos a favor da clonagem é Randolfe Wicker, um conhecido
ativista gay durante muitos anos. Ele fundou o Fronte Unido dos Direitos da
Clonagem e é porta-voz da Rede de Clonagem Reprodutiva. Wicker… diz que quer
ser clonado.
[7]
Especialistas que dizem que a clonagem “terapêutica” é para
curar doenças estão apenas querendo confundir quem não conhece a questão. A
menos que se veja os seres humanos como criados conforme a imagem de Deus e
favorecidos por ele com o direito de viver, será impossível impedir que cientistas
e médicos façam o que quiserem com quem quiserem. Seu único compromisso será
fazer com que tudo pareça lógico, benéfico e agradável para toda a sociedade. [8]
Declarações importantes sobre
a clonagem:
“As pesquisas de clonagem de animais, plantas e até genes, tecidos e células
humanas (excetuando os embriões) podem ser benéficas e não representam nenhum
problema moral intrínseco. No entanto, quando as pesquisas voltam a atenção
para seres humanos, precisamos nos assegurar de que a dignidade humana não seja
minada na busca do progresso humano. Experiências com seres humanos, separadas
de considerações morais, poderiam progredir mais rapidamente num nível técnico
— mas às expensas de nossa humanidade. Proibir a clonagem humana ajudará a dirigir
os empreendimentos comerciais médicos para pesquisas que beneficiarão os seres
humanos, sem produzir, explorar e destruir nosso semelhante para ganhar esses
benefícios. Criar uma vida humana com o único objetivo de se utilizar partes
de seu corpo e destruí-la é a utilização mais injusta da clonagem humana — não
sua desculpa mais elevada”.
— Testemunho de Richard M. Doerflinger diante da Subcomissão para assuntos de
saúde da Câmara dos Deputados dos EUA, 20 de junho 2001.
[9]
[A clonagem humana] constitui experiências sem ética na futura criança, sujeitando-a
a risco enormes de anormalidades no corpo e desenvolvimento. Ameaça a individualidade
atrelando deliberadamente o clone com um genótipo que já viveu. Além disso,
sua vida sempre será comparada à vida anterior. Confunde a identidade negando
ao clone um pai e uma mãe e tornando-o gêmeo de sua cópia mais velha. Representa
um passo gigantesco na transformação da procriação em produção industrial… E
é uma forma radical de despotismo dos pais e abuso contra crianças — mesmo quando
é cometido livremente e em pequena escala. Permitir a clonagem humana significa
dizer sim ao perigoso princípio de que temos o direito de determinar
e projetar a constituição genética de nossos filhos. Se não desejamos viajar
por esse caminho eugênico, é necessário que se proíba de modo eficaz a clonagem
de seres humanos, e proibir agora, antes que surjam eventos inesperados… Se
permitirmos que embriões humanos clonados sejam produzidos e se tornem disponíveis
em laboratórios e centros de reprodução assistida, será virtualmente impossível
controlar o que se fará com eles… será impossível impedir a clonagem reprodutiva…
Por todas essas razões, a única abordagem legalmente certa e eficaz na prática
é impedir a clonagem humana no começo, enquanto estão produzindo clones embriônicos.
Tal proibição é com justiça caracterizada não como interferência nas pesquisas
cientificas, mas como uma tentativa de impedir a fabricação e comercialização
nojenta, indesejada e prejudicial à saúde de clones humanos.
— Leon Kass, diretor do Conselho de Bioética da Presidência
dos EUA e professor da Universidade de Chicago. [10]
Eles estão com razão. Não
há necessidade de se manipular e destruir embriões por causa das células-troncos.
Estudos que utilizam células-troncos não embrionárias, extraídas com ética e
segurança do sangue dos cordões umbilicais, medula óssea, células do cérebro
e gordura já são realidade. Esses estudos clínicos oferecem benefícios sólidos
para pacientes que sofrem de doenças do coração, doenças do sangue e outras
problemas de saúde. Células-troncos de pessoas adultas têm sido usadas, com
bastante sucesso, em pacientes: para tratar deficiências de cartilagem em crianças;
restaurar a visão de pacientes cegos; aliviar esclerose múltipla e artrite reumática
e servem como auxílio em muitos tratamentos de câncer.
PROBLEMAS REAIS COM A CLONAGEM
O uso das próprias células-troncos do paciente é preferível,
em vez de se usar as células-troncos de embriões, pois evita o problema de o
corpo rejeitar células de outras pessoas. Há evidências dos benefícios das células-troncos
de pessoas adultas, porém o mesmo não ocorre com células de embriões. Os estudos
mais recentes em animais revelam que as células-troncos de embriões são instáveis
e imprevisíveis e podem levar à morte prematura ou grave anormalidade. [11] Há o mesmo problema entre os
seres humanos. O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, entrevistou Panos
Zavos, da Universidade de Kentucky:
ZH — E qual é o índice de esses clones nascerem sadios?
Zavos — Em média 30%.
ZH — E o que acontecerá com os outros 70%?
Zavos — Não sei o que acontecerá aos
outros 70%. [12]
O Professor Ian Wilmut, um dos criadores de Dolly, a primeira
ovelha clonada, revelou que todos os animais clonados do mundo têm defeitos
genéticos e físicos. O Dr. Wilmut examinou todos os estudos de animais clonado
ao redor do mundo e constatou que os animais estavam sofrendo de uma grande
variedade de anormalidades, inclusive tamanho excessivo de certos órgãos, deficiências
do coração, obesidade, problemas pulmonares e sistemas imunológicos funcionando
mal. A ovelha Dolly, embora fosse tão nova, passou a ter artrite mais cedo do
que se esperava. O Professor Wilmut concluiu: “Há evidências abundantes de que
a clonagem pode e sai errado e não há justificativa para se acreditar que isso
não vai acontecer com os seres humanos [clonados]”. [13]
A chamada clonagem “terapêutica”
ou de “pesquisa” fabrica seres humanos a fim de se obter células-troncos, um
processo que mata os embriões humanos. Pesquisas com células-troncos de embriões
de animais vêm sendo realizadas há anos, e não se descobriu benefício médico
algum. A clonagem humana é perigosa para pacientes. As células-troncos de embriões
clonados não são normais, e há elevado risco de mutação. Além disso, as células-troncos
de embriões parecem experimentar crescimento incontrolável e assim se tornar
cancerosas. A clonagem é perigosa para a medicina. O primeiro princípio importante
da ética médica é: “Não fazer mal”. Explicando essa ética, o Código de Nurembergue,
elaborado em resposta às experiências letais que médicos e cientistas nazistas
realizavam em seres humanos, afirma: “Não se deve permitir experiências quando
se sabe antecipadamente que causarão morte ou problema físico grave”.
Em contraste, cientistas americanos informam que transformaram
células-troncos de medulas ósseas de pessoas adultas virtualmente em todos os
tipos de células no corpo, aumentando a esperança de que poderiam ser usadas
para criar uma fonte infinita de células para tratar doenças.
[14] O jornal Correio Brasiliense, de Brasília, trouxe uma
importante notícia: “Cientistas dos EUA publicam estudos que comprovam a capacidade
das células adultas de se diferenciar em qualquer tecido do corpo.”
[15]
Tudo isso traz uma pergunta
intrigante: Por que os meios de comunicação mostram muito mais interesse em
notícias sobre as experiências com embriões do que com as notícias sobre os
sucessos reais das pesquisas que utilizam somente células-troncos de pessoas
adultas? Se o alvo da notícia é esclarecer sobre o que a ciência está fazendo
para avançar os tratamentos médicos, então por que os noticiários dão muito
mais visibilidade e cobertura para as experiências com embriões, quando está
provado o valor das pesquisas com as células-troncos de adultos?
Não é segredo que os membros dos meios de comunicação, em
sua maioria, têm inclinações políticas liberais. Na questão do aborto e do homossexualismo,
por exemplo, quase sempre eles ficam do lado que aprova essas práticas, pois
lhes falta uma base moral adequada para defender o que é certo. É com essa falta
de base moral que eles lidam com a questão da clonagem. Outra explicação do
motivo por que a imprensa dá um espaço tão pequeno e superficial para as pesquisas
envolvendo células-troncos de adultos é a obsessão dos meios de comunicação
com as “credencias” dos que defendem a destruição de embriões para a extração
de células-troncos. Quando cientistas sem princípios éticos afirmam que as células-troncos
de embriões oferecem maior futuro para os tratamentos médicos do que as células
de adultos, os jornalistas dão uma olhada no curriculum vitae deles e
aceitam deles qualquer opinião, sem questionar. [16]
O Dr. James Dobson disse,
referindo aos especialistas em “ética” que muitas vezes são consultados para
comentar e decidir questões importantes como a clonagem. Ele revela o que pensam
realmente alguns deles. O Dr. Dobson afirmou:
Sabemos que há um desrespeito quase total para com o valor
da vida humana em alguns círculos pós-modernos. O Dr. Peter Singer é um especialista
em ética e professor na Universidade de Princeton. Veja o que ele escreveu:
“Muitas vezes, não é, de forma alguma, errado matar uma criança quando ela sai
do útero”. Ele disse, e observe as palavras dele agora: “O fato simples é que
matar um bebê jamais equivale a matar uma pessoa”. [17]
COMO ENTENDER A QUESTÃO DA
CLONAGEM
O especialista em ética Dr.
Scott Rae do Seminário Teológico Talbot, EUA, disse: “Não há motivo por que
não possamos ou não devamos usar as células-troncos de pessoas adultas… Mas
há um problema que vemos no ato de tirar células-troncos de embriões humanos:
equivale a matar uma pessoa a fim de beneficiar outra”. O Dr. Rae compara a
conduta de alguns médicos de hoje aos médicos nazistas que, sem consentimento,
faziam experiências em judeus, sob a alegação de trazer benefícios médicos para
a sociedade. É claro que é impossível obter o consentimento necessário de uma
pessoa clonada que está no estágio embrionário.
[18]
O que a Bíblia tem a dizer?
A Palavra de Deus não trata diretamente da clonagem humana, mas esclarece as
seguintes questões:
O que significa o fato de que somos
seres humanos?
A Palavra de Deus ensina que fomos criados conforme a imagem de Deus (Gênesis
1:26-28). O ser humano é totalmente diferente de todo o restante da criação,
pois só ele foi criado com sua imagem e semelhança.
Quando a vida humana começa?
A Bíblia mostra que a vida humana começa na concepção: “De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido
pecador desde o dia em que fui concebido”. (Salmos 51:5 BLH) A história da própria
vida humana de Jesus começou quando o anjo disse a Maria que ela conceberia
e teria um filho (Mateus 1:18-24; Lucas 1:26-38) Assim, Jesus no começo veio
a morar num óvulo fertilizado de Maria.
Qual deve ser a resposta cristã com relação à clonagem humana?
Reconhecemos que é importante buscar cura para doenças como o câncer. Contudo,
não precisamos matar. Crianças são bênção, não produtos industriais que podem
ser usados e destruídos conforme a vontade de quem os possui. Crianças são presentes
de Deus para nós.(Salmo 127:3).
Como a Palavra de Deus vê os pesquisadores
e médicos que acham que estão acima de Deus?
“…a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se
desvanecerá”. Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos
do Senhor, que agem nas trevas e pensam: “Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo?”
Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse possível imaginar que o oleiro
é igual ao barro! Acaso o objeto formado pode dizer àquele que o formou: “Ele
não me fez”? E o vaso poderá dizer do oleiro: “Ele nada sabe”? (Isaías 29:14b,15-16
NVI).
O que se deve fazer então
com relação à clonagem? A coalizão da Americans to Ban Cloning (Americanos
a favor da Proibição da Clonagem) está promovendo uma campanha para
que a clonagem humana, para todos os propósitos, seja proibida no mundo inteiro.
A clonagem humana tem de ser proibida porque:
·
A clonagem humana representa
a utilização e a comercialização de seres humanos como se fossem produtos de
consumo.
·
A clonagem humana criaria uma
classe de seres humanos que existiriam não como fins em si mesmos, mas como
meios de realizar os objetivos dos outros.
·
Será impossível proibir legalmente
a clonagem como meio de se produzir seres humanos nascidos vivos, a menos que
se proíba também a clonagem para todos os propósitos — inclusive o uso da clonagem
para produzir embriões humanos como fontes de células-troncos ou para outros
tipos de experiências. Classificar o uso de células-troncos e experiências com
embriões como "clonagem terapêutica" é algo perigoso e enganador,
pois já está provado que a clonagem não é necessária na produção de terapias
humanas
·
A clonagem humana explora experiências
com seres humanos e representa perigos desnecessários para a vida e a saúde
da criança e da mãe.
·
A clonagem humana destrói a ordem
social e confunde o significado da paternidade e as relações familiares
da criança clonada.
·
Os seres humanos têm o direito
de não serem criados como objetos de experiências.
·
A clonagem humana poderá levar
à reprodução de pessoas vivas ou mortas sem seu conhecimento ou envolvimento.
·
A clonagem humana é uma afronta
à inerente dignidade e individualidade da vida humana.
·
A clonagem humana representaria,
tecnologicamente, a porta de entrada para a realização de mais manipulações
e controle genético de seres humanos.
·
A clonagem humana
engana as pessoas enlutadas pela perda de um cônjuge, um amigo ou parente ao
prometer o que não poderá cumprir: trazer de volta um ente querido já falecido. [19]
O Presidente George Bush, dos EUA, declarou sabiamente: “A
vida é uma criação, não uma mercadoria. Nossos filhos são presentes que precisamos
amar e proteger, não produtos que devemos projetar e fabricar. Permitir a clonagem
seria dar um importante passo para nos transformarmos numa sociedade em que
seres humanos são desenvolvidos para a obtenção de órgãos como peças sobressalentes,
e crianças são projetadas de acordo com as especificações dos clientes. Isso
não é aceitável” [20]
[16] Wesley J. Smith, Media Bias and ESCR,
National Review, 28 janeiro de 2002
[20] Cloning: A Necessary No, National Review,
6 de maio de 2002, p. 15.
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