RU-486
Pelo Dr. Eugene Diamond
RU-486 é um das novas classes de drogas cuja função
é de bloquear os órgãos receptores de vários hormônios.
Quando os órgãos receptores estão bloqueados, o efeito
de um hormônio e de vários outros hormônios que dependem
desse processo são interrompidos ou alterados. O RU-486 bloqueia vários
órgãos receptores mas sua principal ação clínica
é o de bloquear os receptores do progesterona.
O progesterona é necessário para a manutenção da
gravidez, bloqueando-se seu efeito resultará na interrupção
da gravidez. Progesterona tem a finalidade de manter o endométrio em
condições aninhar e desenvolver o feto. Com o RU-486, o progesterona
é bloqueado e o endométrio não é mais capaz de alimentar
a criança que morre de fome e é expelida. Muito tempo tem sido
gasto pelos fabricantes e pesquisadores ocupando-se de aplicações
clínicas do RU-486 para decidir sua verdadeira modalidade ação.
O RU-486 foi o primeiro denominado de "a pílula do dia seguinte"
para ser usado depois de uma relação sexual sem uso de contraceptivos
ou preservativo. Foi constatado, entretanto, que não era eficaz no início
da gravidez antes do nível de progesterona chegar a alcançar o
nível crítico.
Posteriormente foi chamado de "regulador menstrual" - isto é
a mulher deveria tomar todo mês uma pílula e nunca saber se ela
estava abortando, com isso presumivelmente aliviando sua consciência.
Mas descobriu-se que a RU-486 causa o fenômeno de "dissincronia"
segundo o qual o ciclo ovulatório não se relaciona com o ciclo
menstrual da mulher - reduzindo-se a eficácia da droga para interromper
uma gravidez
Em 1987, o Dr. Beaulieu, o descobridor da RU-486, alardeou que a RU-486 poderia
substituir o aborto cirúrgico nas primeiros 10 semanas de gravidez, quando
acontece 8% dos abortos cirúrgicos. O fato é que a droga não
funciona muito bem depois da sétima semana de gravidez e somente oferece
segurança quando tomada durante a terceira semana e é menos eficaz
da quarta a sétima semana. Além disso a droga não é
recomendada para mulher acima de 35 anos.
Quando tomada para induzir o aborto nas primeiras semanas, a RU-486 é
eficaz em 60% das vezes. Quando combinada com prostaglandina, sua eficácia
se eleva para 80%. Uma segunda dosagem de prostaglandina causará abortos
em mais 15% dos casos e o remanescente 5% necessitará de um aborto cirúrgico.
Seis o Sete Visitas
De acordo com a Comissão Internacional de Inquérito sobre a RU-486
realizada em Paris, o uso correto da RU-486 envolve não apenas uma administração
da pílula pela própria paciente mas atualmente uma frequência
de seis ou sete visitas ao médico ou clínico para:
1. Confirmar a gravidez e tomar a RU-486 sob supervisão.
2. Passar 12 horas no hospital e tomar injeções de prostaglandina.
3. Expulsar o feto, com a resultante hemorragia e desconforto em 80% dos casos.
4. obter a repetição de injeções de prostaglandina
em 20% dos pacientes.
5. conseguir o aborto cirúrgico no caso de ambas as drogas sejam ineficazes.
6. Ser submetida a exame de ultra-son alguns dias após para se assegurar
que todas as partes da criança foram expelidas.
Em 5 ou 10 por centos dos casos outra internação no hospital se
torna necessária para o controle e tratamento do excesso de hemorragia.
Hemorragias ocorrem em 90% das mulheres que tomam RU-486. Hemorragias excessivas
podem levar a necessidade de transfusão e/ou D&C